jan 25

Video e Foto da Nebulosa “Olho Dourado”

Uma nebulosa planetária próxima brilha como um grande olho dourado dourado, e foi novamente fotografada por um telescópio no Chile.

A imagem revela a nebulosa Hélix, que está a cerca de 700 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário. A foto foi tirada com luz infravermelha.

Essa é uma nebulosa planetária, um estranho objeto formado quando uma estrela como o sol fica sem o combustível hidrogênio. As camadas mais externas da estrela se expandem e resfriam, criando um grande “envelope” de poeira e gases. A estrela agonizante começa a liberar radiação, o que dá a ela esse brilho característico.

Apesar do nome, as nebulosas planetárias não tem nada a ver com planetas. O nome se refere às suas superfícies, que lembram os planetas gigantes observados por telescópios.

A estrela no centro da Hélix está se tornando uma anã branca: um objeto cósmico encolhido e superdenso, que consegue ter a massa do sol com o tamanho da Terra. A estrela pode ser visualizada como um pequeno ponto azul no centro da figura.

A nebulosa Hélix é um complexo corpo composto de poeria, materiais ionizados e gases moleculares, juntos em um intricado padrão.

O anel principal tem cerca de dois anos-luz de tamanho, o equivalente a metade da distância entre o sol e sua estrela mais próxima. Entretanto, o material pouco denso da nebulosa se espalha por pelo menos quatro anos-luz.

Sem os detectores de infravermelho seria difícil enxergar as nuvens de gás molecular, mas na foto podemos vê-las em vermelho escuro. Você também pode ver a fina estrutura dos anéis de Hélix, em filamentos que radiam do centro.

Apesar de parecerem finos, esses filamentos de hidrogênio molecular têm, cada um, o tamanho de nosso sistema solar. Essa moléculas conseguem sobreviver à radiação da estrela exatamente porque se aglomeram, protegidas pela poeira e gases.

A nova imagem também revela uma quantidade incrível de galáxias e estrelas nos arredores, muito mais longes do que a nebulosa.

Fonte: MSN

jan 24

Astrônomos amadores descobrem novo planeta

Dois astrônomos amadores britânicos, Chris Holmes e Lee Threapleton, avistaram um novo planeta durante um projeto para encontrar mundos fora do nosso sistema solar, divulgado pelo professor Brian Cox.

Se a autenticidade da descoberta for confirmada por outros cientistas, ele será nomeado “Threapleton Holmes B”.

O planeta é provavelmente gasoso e tem em torno do tamanho de Netuno. Os padrões que os cientistas amadores encontraram sugerem que o planeta parecia estar orbitando uma estrela (seu sol) chamada SPH10066540, que se situa entre 600 e 3.000 anos-luz de distância.

Chris Lintott, da Universidade de Oxford, disse que o planeta deve ser quente demais para sustentar a vida.

A dupla fez a descoberta após a identificação de mudanças nos padrões de luz da imagem do telescópio Kepler, da NASA.

A imagem havia sido postada online no endereço Planethunters.org, da Universidade de Oxford, que pede aos membros do público para olhar os dados da NASA na esperança de aumentar e/ou provocar tais descobertas.

“Eu nunca nem tive um telescópio. Tive um interesse passageiro por onde as coisas estão no céu, mas nunca tive qualquer conhecimento sobre isso. Ser uma das pessoas a achar alguma coisa é uma posição muito emocionante”, disse Holmes.

Essa é apenas a terceira vez que cientistas amadores britânicos descobrem um novo planeta. Holmes e Threapleton são seguidores dos passos do primeiro deles, William Herschel, que descobriu Urano em 1781.

Fonte: Telegraph

jan 23

Telescópio fará a primeira imagem de um buraco negro

Um grupo de astrônomos está planejando algo ambicioso e sem precedentes – capturar a primeira imagem de um buraco negro.

Os pesquisadores querem construir um instrumento virtual do tamanho da Terra, o Telescópio “Event Horizon”. Ele será uma rede mundial de telescópios de rádio poderosos o suficiente para fazer a primeira imagem de um buraco negro massivo no centro da Via Láctea.

“Ninguém até hoje tirou uma foto de um buraco negro”, comenta Dimitrios Psaltis, da Universidade do Arizona. Psaltis foi um dos organizadores de uma conferência para organizar esse projeto.

Os buracos negros são estruturas exóticas com um campo gravitacional tão poderoso que nada escapa – pelo menos é o que diz a opinião comum entre os cientistas.

Sobre a ideia de fotografar um buraco negro, Sheperd Doeleman, o principal cientista do projeto, afirma que “mesmo há cinco anos esse propósito não seria credível. Agora temos tecnologia para isso”.

Doeleman e sua equipe querem criar uma rede com até 50 telescópios de rádio, espalhados pelo mundo, que vão trabalhar em conjunto para conseguir o desejado.

“Na realidade, estamos fazendo um telescópio virtual com um espelho do tamanho da Terra”, comenta Doeleman. “Cada telescópio de rádio vai funcionar como uma pequena porção de um grande espelho. Com pedaços de prata suficientes, podemos ter uma imagem”.

A equipe planeja apontar o super telescópio para o buraco negro no centro da nossa galáxia, que está a cerca de 26 mil anos-luz e tem a massa de quatro milhões de sóis.

Isso é muito grande, claro. Mas, de acordo com os pesquisadores, focalizar esse objeto, a tanta distância, é equivalente a localizar uma fruta na superfície da lua.

“Para ver algo tão pequeno e tão longe, você precisa de um telescópio muito grande, e o maior que você pode ter é transformando a Terra em um”, comenta Dan Marrone, do Observatório Steward.

Os pesquisadores esperam capturar a imagem do contorno do buraco negro, ou sua “sombra”.

“Como poeira e gás ficam circulando em volta do buraco negro, antes de serem sugados, uma espécie de trânsito cósmico acontece”, afirma Doeleman. “Isso circula em volta do buraco negro como água em uma banheira, então a matéria é comprimida e a fricção resultante se torna plasma aquecido a bilhões de graus – que é energia que radia e pode ser detectada na Terra”.

A relatividade geral prevê que a sombra desse corpo celeste deve ser um círculo perfeito. Por isso, o projeto poderia ser um teste da venerada teoria de Einstein.

“Se encontrarmos a sombra do buraco negro oval, ao invés de circular, isso quer dizer a que a teoria geral da relatividade de Einstein é furada”, afirma Psaltis. “Mas mesmo que nós não encontremos nenhum desvio da teoria, todos esses processos vão nos ajudar a entender muito melhor os aspectos fundamentais dela”.

A equipe espera conseguir adicionar mais instrumentos com o tempo, o que iria oferecer uma imagem maior ainda do buraco central.

Cada telescópio vai gravar suas observações em discos rígidos, que serão enviados para uma central no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Os telescópios de rádio, e não os ópticos, são as ferramentas certas para esse trabalho, porque as ondas de rádio conseguem penetrar na escuridão das estrelas, poeira e gás entre a Terra e o centro galáctico.

Fonte: LiveScience

jan 20

Cynus-X, a fábrica de estrelas da Via Láctea

Há muito tempo, os cientistas pesquisam como as estrelas se formam. E para ajudar a entender essa questão tão complexa, os astrônomos tiraram uma foto de infravermelho da Cygnus X, a maior região formadora de estrela conhecida da galáxia Via Láctea.

A imagem foi feita em 2009 pelo telescópio espacial Spitzer, e posteriormente digitalmente traduzida em cores que os seres humanos podem ver, com as regiões mais quentes coloridas com azul mais forte.

Na imagem, é possível ver grandes bolhas de gás quente, infladas pelos ventos de estrelas de grande massa logo depois que se formam.

Os modelos astronômicos atuais postulam que essas bolhas em expansão movimentam gás e às vezes até colidem, muitas vezes criando regiões densas o suficiente para se colapsarem gravitacionalmente em mais estrelas.

A “fábrica de estrelas” Cygnus-X se estende por mais de 600 anos-luz, contém mais de um milhão de vezes a massa do nosso sol e encontra-se 4.500 anos-luz de distância na direção da constelação do Cisne (Cygnus).

Em alguns milhões de anos, as colisões devem parar na região e a calma provavelmente será restaurada. Disso, restará um grande aglomerado aberto de estrelas, que por si só vai se dispersar ao longo dos próximos 100 milhões de anos.

Fonte: NASA

jan 16

Descobertos novos planetas que orbitam duas estrelas

O Kepler descobriu dois novos planetas que orbitam um sistema com estrelas duplas, algo nunca observado antes.

Os novos planetas, chamados de Kepler-34b e Kepler-35b, foram anunciados no dia 11 de janeiro. Ambos orbitam uma “estrela binária”. Elas são um par de estrelas atraídas gravitacionalmente que orbitam uma a outra. Apesar da existência desses tipos de corpos ter sido prevista, a ideia continuava no campo teórico. Os cientistas a nomearam Kepler-16b “Tatooine”, fazendo referência ao mundo com dois sóis na série “Star Wars”.

“Nós já acreditávamos que esse tipo de planeta era possível, mas foram muito difíceis de detectar por uma série de dificuldades técnicas”, afirma o líder do estudo, Eric B. Ford. “Com a descoberta do Kepler-16b, 34b e 35b, a missão Kepler mostrou que a galáxia tem milhões de planetas orbitando duas estrelas”.

Os planetas foram descobertos ao notar que a luz diminuía conforme a passagem deles, por ambas as estrelas. O Kepler também registrou que luz diminuía com a passagem da outra estrela. Os laços gravitacionais comuns entre as estrelas e os planetas tornam a transição regular, permitindo que os astrônomos confirmem a massa dos planetas.

Ambos os planetas são gigantes gasosos de baixa densidade, comparáveis ao tamanho de Júpiter, mas muito menos massivos. Em comparação com nosso vizinho, o Kepler-34b é 24% menor, mas tem uma massa 78% inferior. A órbita completa dura 288 dias terrestres. Já o Kepler-35b é 26% menor, e tem 88% menos massa, completando sua órbita muito mais rápido, em 131 dias.

Os cientistas acreditam que eles são formados principalmente por hidrogênio, e são muito quentes para abrigar vida.

“Planetas que orbitam duas estrelas têm climas muito mais complexos, já que a distância entre eles e cada estrela muda significativamente durante o período orbital”, afirma Ford. “Para o Kepler-35b, a quantidade de luz recebida varia 50% durante um ano terrestre. Para o Kepler-34b, cada ano terrestre traz um ‘verão’ com 2.3 vezes mais luz do que o inverno. Durante um ano, a quantidade de luz que aquece a Terra varia apenas 6%”.

A maioria das estrelas similares ao Sol não estão sozinhas, como o nosso, mas têm um “parceiro”, formando um sistema, ou estrela, binário. O Kepler já identificou cerca de 2.165 binários, entre as mais de 160 mil estrelas observadas.

A NASA planeja parar de receber dados da nave Kepler em novembro de 2012.

“Os astrônomos estão praticamente implorando para que a NASA estenda a missão Kepler até 2016, para que possamos descobrir as massas e órbitas dos planetas similares à Terra, em zonas habitáveis. O Kepler está revolucionando muitos campos, não só o da ciência planetária”, comenta Ford. “Seria uma vergonha não maximizar o retorno científico desse grande observatório. Espero que o bom senso prevaleça e a missão continue”.

Fonte: ScienceDaily

jan 14

Existem mais planetas que estrelas na Via Láctea

Planetas são a regra, não a exceção

Uma equipe internacional de astrônomos utilizou a técnica de microlente gravitacional para determinar quão comuns são os planetas na Via Láctea.

Após uma busca que durou seis anos, com a observação de milhões de estrelas, a equipe concluiu que os planetas em torno de estrelas são a regra e não a exceção.

Ilustração mostrando a conclusão dos cientistas de que há muito mais planetas do que estrelas na nossa galáxia. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Durante os últimos 16 anos, os astrônomos detectaram mais de 700 exoplanetas confirmados – o telescópio espacial Kleper já possui milhares de “candidatos a exoplanetas”, que ainda precisam ser confirmados.

Alguns desses planetas extrassolares já começam a ser estudados em profundidade: em 2010, os astrônomos conseguiram pela primeira vez capiar a luz direta de um exoplaneta e analisar a atmosfera de uma soper-Terra.

Embora o estudo das propriedades dos exoplanetas individuais seja extremamente importante, uma questão básica ainda permanecia: quão comuns são os planetas na Via Láctea?

Microlentes gravitacionais

A maioria dos exoplanetas conhecidos foram encontrados ou pelo efeito gravitacional que exercem sobre a sua estrela hospedeira ou quando de sua passagem em frente do seu sol, o que diminuindo ligeiramente o brilho da estrela.

Ambas as técnicas são muito mais sensíveis a planetas que ou são de grande massa ou se encontram próximo das suas estrelas. Por consequência, muitos planetas não podem ser encontrados por estes métodos de detecção.

Uma equipe internacional de astrônomos procurou exoplanetas utilizando um método totalmente diferente – as microlentes gravitacionais – que permite detectar planetas num grande intervalo de massas e também os que se encontram muito mais afastados das suas estrelas.

“Durante seis anos procuramos evidências de exoplanetas a partir de observações de microlentes. Curiosamente, os dados mostram que os planetas são mais comuns na nossa Galáxia do que as estrelas. Descobrimos também que os planetas mais leves, tais como super-Terras ou Netunos frios, são mais comuns do que os planetas mais pesados,” afirma Arnaud Cassan, do Instituto de Astrofísica de Paris.

Os astrônomos utilizaram observações nas quais os exoplanetas são detectados pelo modo como o campo gravitacional das suas estrelas hospedeiras, combinado com o de possíveis planetas, atua como uma lente, ampliando a luz de uma estrela ao fundo.

Se a estrela que atua como uma lente tem um planeta em órbita, esse planeta pode contribuir de forma detectável para o efeito de brilho provocado na estrela de fundo.

Exoplanetas encontrados

As microlentes gravitacionais são uma ferramenta com potencial de conseguirem detectar exoplanetas que não poderiam ser descobertos de outro modo. No entanto, é necessário o alinhamento, bastante raro, entre a estrela de fundo e a estrela que atua como lente para que possamos observar este evento.

A maior parte das observações desta pesquisa utilizou um telescópio dinamarquês instalado no observatório La Silla, no Chile, coordenado pelo Observatório Europeu do Sul. [Imagem: ESO/Z. Bardon]

E, para descobrir um planeta, é preciso ainda que a órbita do planeta se encontre igualmente alinhada com a das estrelas, o que é ainda mais raro.

Embora encontrar um planeta por meio de microlente esteja longe de ser uma tarefa fácil, nos seis anos de procura, três exoplanetas foram efetivamente detectados: uma super-Terra e dois planetas com massas comparáveis à de Netuno e à de Júpiter.

Uma super-Terra tem uma massa entre duas a dez vezes a da Terra. Até agora foram publicados um total de 12 planetas detectados pela técnica de microlente, utilizando diversas estratégias observacionais.

Em termos de microlente gravitacional este é um resultado excepcional.

Ao detectar três planetas, ou os astrônomos tiveram imensa sorte e acertaram em cheio, apesar da baixa probabilidade, ou os planetas são tão abundantes na Via Láctea que este resultado era praticamente inevitável.

Mais planetas do que estrelas

Os astrônomos combinaram seguidamente a informação sobre os três exoplanetas detectados com sete detecções anteriores e com um enorme número de não-detecções durante os seis anos do trabalho.

A conclusão foi que uma em cada seis estrelas estudadas possui um planeta com massa semelhante à de Júpiter, metade têm planetas com a massa de Netuno e dois terços têm super-Terras.

O rastreio era muito sensível a planetas situados entre 75 milhões de quilômetros e 1,5 bilhões de quilômetros de distância às suas estrelas (no Sistema Solar estes valores correspondem a todos os planetas entre Vênus e Saturno) e com massas que vão desde cinco massas terrestres até dez massas de Júpiter.

A combinação destes resultados sugere que o número médio de planetas em torno de uma estrela seja maior que um. Ou seja, os planetas serão a regra e não a exceção.

“Anteriormente pensava-se que a Terra seria única na nossa Galáxia. Mas agora parece que literalmente bilhões de planetas com massas semelhantes à da Terra orbitam estrelas da Via Láctea,” conclui Daniel Kubas, co-autor do artigo científico.

jan 12

Encontradas galáxias mais distantes e antigas do universo

O telescópio Hubble descobriu um agrupamento de galáxias em seus estados iniciais de desenvolvimento. São as galáxias mais distantes e antigas já observadas no universo.

Uma pesquisa em luz quase infravermelha revelou cinco pequenas galáxias a 13,1 bilhões de anos luz de distância de nós. Elas estão entre as mais brilhantes dessa era e são muito jovens – cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang.

Os agrupamentos de galáxias são as maiores estruturas do universo, unindo centenas de milhares de corpos a partir da gravidade. Esse agrupamento, em desenvolvimento, aparece como tendo 13 bilhões de anos. Provavelmente já cresceu até virar uma cidade galáctica, comparável ao grupo Virgo, com mais de duas mil.

“Essas galáxias se formaram durantes os anos iniciais, quando estavam começando a se agrupar”, afirma a cientista Michele Trenti. “O resultado confirma nossas teorias sobre a formação dos agrupamentos galácticos. E o Hubble é forte o suficiente para encontrar esses primeiros exemplos”.

A maioria das galáxias do universo reside em grupos ou agrupamentos, e os cientistas já haviam encontrado muitas cidades galácticas até 11 bilhões de anos luz de distância. Encontrar esses grupos nas primeiras fases de construção é um desafio porque são raros, turvos e muitos espalhados no céu.

“Precisamos olhar em muitas áreas diferentes porque as chances de encontrar algo tão raro são muito pequenas”, afirma Trenti. “A pesquisa é como atirar e errar. Geralmente a região não tem nada, mas se acertamos o alvo, o lugar tem múltiplas galáxias”.

As observações do Hubble demonstram a progressiva construção das galáxias. Elas também adicionam evidências para o modelo hierárquico de formação dos agrupamentos, onde objetos pequenos ganham massa, formando corpos maiores e um processo dramático de colisão e coleção.

Já que a distância é muito grande, e a visão fica ofuscada, a equipe de cientistas procurou pelas galáxias mais brilhantes do sistema. Essas agem como outdoors, revelando as zonas de construção. Através de simulações de computador, os astrônomos identificam os possíveis locais das galáxias. Já que a luz está relacionada com a massa, as mais luminosas acabam indicando onde estão as menores.

Essas grandes galáxias de luz ficam em regiões de muita matéria escura. A equipe espera que muitas outras, menos iluminadas, habitem a mesma região.

As cinco avistadas pelo Hubble têm entre um quinto e um décimo do tamanho da Via Láctea, apesar de serem compatíveis na luminosidade. Elas são grandes e brilhantes por estarem sendo alimentadas através de fusões com outras galáxias. As simulações dos cientistas apontam que elas ainda vão se fundir e formar a galáxia mais brilhante do agrupamento.

A equipe estimou a distância das novas galáxias baseada nas cores, mas os astrônomos ainda pretendem fazer observações espectroscópicas, que medem a expansão do espaço.

Fonte: NASA

jan 12

Rede de ganhos WAZZUB

Nestes últimos anos, várias empresas vêm lançando boas estratergias para ganhar dinheiro divindindo uma fatia com aqueles que participe de seu empreendimento, como por exemplo a WAZZUB.

A WAZZUB é um empresa em pré-lançamento até 09 de abril de 2012. A sua proposta é dividir 50% de sua renda em propaganda com aqueles que fizerem parte da rede que ela está formando.

Basta cadastra-se que eles mandam as informações para você. O site está em inglês, faça a tradução.

Acesse AQUI e cadastre-se, não paga nada.

jan 10

Realizado o maior mapeamento da matéria escura no universo

O lado escuro do universo agora está um pouco mais iluminado, graças ao maior mapa da matéria escura (a estranha substância que preenche a maior parte do espaço) já feita. Cientistas criaram a maior escala da matéria escura, revelando uma imagem da invisibilidade, que representa 98% de toda a matéria no universo.

A matéria escura nunca foi diretamente detectada, mas sua presença é sentida através da força gravitacional que exerce na matéria normal.

“Nós sabemos muito pouco sobre o universo escuro”, afirma a cientista do estudo Catherine Heymans. “Nós não sabemos qual é partícula da matéria escura. É muito comentado que o entendimento final do universo escuro irá envolver uma nova física”.

O novo mapa revela a distribuição da matéria escura em um espaço maior do que já havia sido feito antes. Ele cobre mais de um bilhão de anos luz. Apenas para se ter uma ideia, um ano luz corresponde a algo em torno de 10 trilhões de quilômetros.

Luz distorcida

Para encontrar a matéria escura, os pesquisadores procuraram por sinais do campo gravitacional. Eles calcularam um efeito chamado de lente gravitacional, que ocorre quando a gravidade de um corpo maciço se curva entre o espaço-tempo, fazendo a luz viajar por um caminho curvo e aparecer distorcida na Terra.

Os cientistas calcularam esse efeito na luz de 10 milhões de galáxias distantes, em quatro regiões diferentes do céu. A luz dessas galáxias precisa passar por grandes espaços de matéria escura, o que a distorce bastante.

“É fascinante poder ‘ver’ a matéria escura usando a distorção espaço-tempo”, afirma outro pesquisador do estudo, Ludovic Van Waerbeke. “Dá-nos o privilégio de acessar essa misteriosa massa do universo que não pode ser observada de outro modo. Saber como a matéria escura está distribuída é o primeiro passo para entender sua natureza e como ela se encaixa na física”.

“Ao analisar a luz do universo distante, nós podemos aprender sobre o que ela cruzou na sua jornada”, comenta Heymans. “Esperamos que, ao mapear mais matéria escura do que antes, estejamos um passo a mais de entender esse material e sua relação com as galáxias e nosso universo”.

Combinação próxima

O novo mapa representa a primeira evidência direta da matéria escura em grande escala. “O que vemos é muito similar à simulação”, afirma Van Waerbeke. “A matéria escura se concentra em amontoados e o resto está em filamentos”.

A teia da material escura, revelada pelo mapa, combina com as previsões feitas por simulações de computador, baseadas em teorias científicas.

“Até agora não vimos nada estranho ou desvios do que esperávamos”, afirma Van Waerbeke.

Para criar o mapa, os astrônomos usaram dados coletados por um telescópio canadense-francês-americano no Hawaii, durante um projeto de cinco anos.

“Esse mapeamento é muito importante para testar nossos paradigmas cosmológicos”, afirma o astrônomo Rachel Mandelbaum, que não esteve envolvido no projeto. “Esses resultados podem ser usados como um teste da matéria escura, da energia escura e até da teoria da gravidade”.

Escalas menores

Em outro estudo, o cientista Sukanya Chakrabarti desenvolveu um novo método para mapear a matéria escura em galáxias isoladas. Chakrabarti estudou as ondulações nas camadas externas de galáxias espirais, para entender o formato da matéria escura dentro e ao redor das galáxias.

“Esses resultados com galáxias espirais permitem estudar a matéria em um regime individual de galáxias, o que não era possível com o efeito de lentes”, afirma Mandelbaum. “Ambas as pesquisas representam duas formas importantes de estudar a matéria escura, mas de duas maneiras diferentes”.

Fonte: LiveScience